Guará – Cunha – Ubatuba / Parte II

Levantei cedo neste dia, pois pretendia conhecer um pouco da região de Cunha.

Naquela noite, percebi que havia subestimado o frio da região. A temperatura deve ter beirado fácil a casa dos 7º c ou menos.

Meu saco de dormir era para até 5º c e o que aumentava um pouco mais minha temperatura foi o liner DIY que levei. Lembro de ter acordado pela primeira vez naquela noite com um frio danado e colocar uma segunda blusa. Não resolveu. Coloquei a balaclava pelo rosto todo, coloquei meias e o frio persistia. A sorte era que o dia já estava amanhecendo.

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Lindo sol despontando naquela manhã fria.

Depois de sair da barraca feito um picolé, corri para armar o fogareiro e preparar uma bebida quente. Depois de tomar o café e pegar algumas dicas com Nirav, decidi ir até o Núcleo Cunha, que pertence ao PESM (Parque Estadual da Serra do Mar). O caminho para o parque ficava num trecho que ainda não havia passado e dessa forma pude ver as subidas que me aguardavam no próximo dia. Depois de pedalar uns 6 km pela SP-171, indo sentido Paraty, peguei uma entrada à direita. A partir dai o caminho foi por estrada de terra, cerca de uns 18 km. A paisagem é bem bucólica e sossegada, e se intercalam ao cenário casas de agricultores, currais e pequenas plantações. E também cachorros, alguns não tão simpáticos…

Lembro que pedalava observando a paisagem, quando um cachorro de pequeno porte sai de uma das propriedades e começa a latir em minha direção e sem dar muita bola continuo a minha pedalada. Logo ouço pisadas mais fortes e num raciocínio lógico, percebo que não deviam ser mais do cãozinho. E de fato não eram. Um buldogue havia tomado suas dores e agora corria em minha direção. Pedalei rápido e o deixei para trás, tratando de redobrar a atenção a partir dali sempre que avistava cães em posturas não muito amistosas.

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Vencida a estrada de terra, cheguei a portaria do parque. O local estava vazio, não sei se pelo fato de ser copa do mundo e dia de jogo da seleção, mas tinha a impressão que era o único visitante ali. Resolvi fazer a trilha do Rio Paraibuna, de trajeto curto mas muito interessante. A trilha vai margeando o Rio e dessa forma é possível fazer algumas paradas, tirar fotos ou mesmo se banhar nas pequenas cachoeiras que se formam em meio as pedras. O percurso é bem sinalizado e pode ser traquilamente percorrido gastando em torno de 30 a 40 minutos.

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Sede do Núcleo Cunha

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Rio Paraibuna

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Rio Paraibuna

Voltei para o camping e preparei as tralhas, pois iria partir já na manhã seguinte rumo a  Ubatuba, meu destino final.

Abaixo, gráfico de elevação no trajeto do camping até o Parque (Somente ida):

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